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Euro — todas as edições

Euro no Legends XI: 17 edições, com o campeão e o finalista de cada uma.

Época Campeão Finalista
2024 Espanha Inglaterra
2020 Itália Inglaterra
2016 Portugal França
2012 Espanha Itália
2008 Espanha Alemanha
2004 Grécia Portugal
2000 França Itália
1996 Alemanha Rep. Checa
1992 Dinamarca Alemanha
1988 Holanda União Soviética
1984 França Espanha
1980 Alemanha Ocidental Bélgica
1976 Checoslováquia Alemanha Ocidental
1972 Alemanha Ocidental União Soviética
1968 Itália Jugoslávia
1964 Espanha União Soviética
1960 União Soviética Jugoslávia

O onze de ícones

No jogo, o Euro reúne 24 seleções em seis grupos de quatro — o formato `groups24` — com o mata-mata a começar logo nos oitavos-de-final (oitavos, quartos, meias, final), sempre a jogo único e sempre em terreno neutro, como convém a um torneio disputado inteiro num só país anfitrião. Ganhar tudo desde a fase de grupos até ao título são sete jogos sem perder — o selo do 7-0 desta prova, mais curto do que o 13-0 da Champions porque a fase de grupos é a uma só volta e nenhuma eliminatória se joga a duas mãos. A base do jogo tem dezassete edições semeadas, de 1960 a 2024.

Há uma curiosidade que só a régua «a nota é da prova, não da carreira» torna possível: o Mr. Euro não é o mesmo Cristiano Ronaldo que a Champions coroa. São duas cartas distintas, curadas em separado — uma mede o que ele fez pela seleção portuguesa, a outra o que fez pelo clube —, e calha ser o mesmo jogador a dominar as duas histórias. É a regra do jogo a funcionar à vista, não uma coincidência de dados.

O melhor de sempre da prova

Cristiano Ronaldo — 2016

Cristiano Ronaldo é o recordista absoluto do Euro: 14 golos (o segundo colocado da história da prova tem 9), 30 jogos e 2.641 minutos em campo, com golos em cinco edições diferentes — mais ninguém na história da competição passou de três. A carta é da edição de 2016, o único título europeu de Portugal, e é essa conquista que fecha o argumento: mais do que o recordista de golos e de jogos da prova, é o jogador que também a venceu. O rival que esta escolha teve de bater tem nome, e está neste mesmo onze: Michel Platini, que em 1984 fez 9 golos em 5 jogos e é, com 96 pontos, a carta mais alta de toda a competição — dois acima da deste 100, que divide os 94 com o Cruyff de 1976 e o Zidane de 2000. E por jogo a conta inverte-se, não por pouco: 0,467 golos contra 1,80, quase o quádruplo. O que decide a favor de Cristiano Ronaldo não é por isso o total de golos, que cresce com o tamanho do torneio — nas cinco primeiras edições a fase final tinha quatro seleções e o caminho para o título eram dois jogos, hoje são sete —, mas a largura: marcar em cinco Europeus diferentes, quando mais ninguém marcou em mais de três, mede o domínio de uma história inteira e não o auge de uma edição. É a régua deste jogo a funcionar à vista: a carta de 100 é de quem manda na prova ao longo do tempo, nunca de quem teve lá dentro o melhor mês da vida.

GK

Iker Casillas — 2012

Iker Casillas é bicampeão europeu, em 2008 e em 2012, e capitão de Espanha. A carta é da edição de 2012 — a da final em que não sofreu qualquer golo, a fechar o ciclo mais dominante da história recente da seleção espanhola sem deixar ninguém marcar-lhe na maior partida da prova.

RB

Sergio Ramos — 2008

Sergio Ramos venceu dois Europeus — 2008 e 2012 — e é a única pessoa de toda a prova a fazê-lo neste lugar: dos 18 campeões de lateral-direito titular, os outros 17 têm um só título. A carta é da edição de 2008, onde os dados o semeiam titular nesta posição (a de 2012 está semeada a central, com o lateral-direito como alternativa). Ocupava este lugar o Berti Vogts, cuja única campanha na prova — a final de 1976, como vice-campeão — não tem título nenhum nos dados; o onze campeão de 1972 está semeado com outro lateral-direito (Höttges). Não se sabe se o Vogts esteve nesse plantel sem jogar a final; mesmo que tivesse estado, continuaria atrás de um bicampeão.

CB

Franz Beckenbauer — 1972

Franz Beckenbauer foi campeão e capitão da Alemanha Ocidental em 1972, e voltou a chegar à final em 1976, desta vez como vice-campeão. É o primeiro dos dois centrais do onze de ícones do Euro — o jogo dá dois lugares a essa posição porque todas as formações pedem, no mínimo, dois centrais, e um onze inteiramente azul seria impossível com um só.

CB

Matthias Sammer — 1996

Matthias Sammer foi campeão europeu pela Alemanha em 1996 — um dos 34 centrais campeões da prova, todos com um só título. Entrou à frente de dois rivais com a mesma nota, 88: o Rijkaard, campeão em 1988, e o Baresi, com 90 a nota de central mais alta de toda a prova mas sem título nenhum no Euro — a régua ordena palmarés acima de nota, e não é excepção aqui. Escolher o Rijkaard teria dado duas cartas à Holanda de 1988, ao lado do Van Basten; o Sammer não repete nenhuma edição já presente no onze e é a primeira carta da Alemanha de 1996. O lugar ficou vago quando o Sergio Ramos subiu para lateral-direito, na carta em que os dados o semeiam titular nessa posição: 2008.

LB

Giacinto Facchetti — 1968

Giacinto Facchetti foi campeão e capitão de Itália em 1968, o lateral-esquerdo que abriu caminho ao papel que a posição viria a ganhar no futebol moderno — o primeiro dos dois títulos italianos da prova.

CDM

Sergio Busquets — 2012

Sergio Busquets foi campeão europeu com Espanha em 2012, o pivô que fez o tiki-taka funcionar — o jogador que segura o meio-campo por trás de Xavi e do resto da geração dourada espanhola.

CM

Xavi — 2008

Xavi foi eleito o melhor jogador do Euro 2008 e é bicampeão europeu — a carta é da edição em que o prémio individual coroou o início do ciclo espanhol que dominaria o futebol europeu na década seguinte.

CAM

Michel Platini — 1984

Michel Platini fez 9 golos em 5 jogos no Euro de 1984 — o recorde de uma só edição, que continua por bater mais de quatro décadas depois — e foi campeão e capitão de França, em casa. É o argumento mais completo do onze: o recorde individual e o título, na mesma campanha.

RW

David Silva — 2012

David Silva foi campeão europeu em 2012, abriu o marcador na goleada por 4-0 da final e entrou no onze do torneio dessa edição.

LW

Thierry Henry — 2000

Thierry Henry foi campeão europeu com França em 2000, com golo na prova e presença no onze do torneio dessa edição.

ST

Marco van Basten — 1988

Marco van Basten marcou 5 golos no Euro de 1988, incluindo o voleio da final que continua entre os golos mais lembrados da história da prova, e ergueu o único título europeu da história da Holanda.

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