No jogo, a Champions segue o formato `groups32`: 32 clubes distribuídos por oito grupos de quatro, com a fase de grupos a duas voltas — casa e fora, seis jogos — e depois quatro rondas de mata-mata: oitavos-de-final, quartos, meias e final. As três primeiras jogam-se sempre a duas mãos; a final é sempre um jogo só, em terreno neutro. Ganhar tudo desde a fase de grupos até ao título são treze jogos sem perder — os seis de grupos mais as seis das três eliminatórias a duas mãos mais a final: o selo do 13-0 desta prova. A base tem setenta e uma edições semeadas, sem interrupção, de 1955-56 a 2025-26.
Há um detalhe que vale a pena notar: Cristiano Ronaldo tem duas cartas raras nesta prova. Uma é o 100 — a edição de 2013-14, a dos dezassete golos numa só temporada e da Décima —, a outra é o extremo-esquerdo de 99, da edição de 2012-13. Um jogador tem no máximo três notas distintas por prova, e as cartas de raridade especial são a excepção a essa régua: é ela que permite as duas. É a mesma prova a reconhecer duas campanhas diferentes do mesmo jogador, com cartas distintas para cada uma.
O melhor de sempre da prova
Cristiano Ronaldo — 2013-14
Cristiano Ronaldo é o melhor marcador de sempre da prova — juntando as duas eras, a Taça dos Campeões Europeus e a Liga dos Campeões —, o melhor assistente e o jogador que mais livres marcou. Na era da Liga dos Campeões, iniciada em 1992-93, é também quem mais golos fez em finais e em meias-finais — o critério do 100 nesta base de dados é dominar a história completa da competição, não uma única campanha. A carta escolhida é a de 2013-14, o ano dos dezassete golos numa só edição — recorde absoluto da prova — e da Décima, o décimo título europeu do Real Madrid; o título de Mr. Champions não vem desse ano isolado, vem do conjunto da carreira, e o ano é só o que melhor o materializa.
GK
Iker Casillas — 2001-02
Iker Casillas ganhou três Champions com o Real Madrid — 2000, 2002 e 2014 — e foi capitão da equipa que ergueu a Décima em 2014, depois de uma carreira feita de defesas decisivas que fecharam finais. A carta é da edição de 2001-02, a segunda das três.
RB
Dani Carvajal — 2023-24
Dani Carvajal ganhou seis Champions com o Real Madrid — 2014, 2016, 2017, 2018, 2022 e 2024 —, seis finais disputadas e seis ganhas, um registo que nenhum outro lateral-direito da história da prova iguala. Marcou também numa delas: o golo aos 74 minutos da final de 2024, diante do Borussia Dortmund. Ocupa este lugar desde Setembro de 2026: o antigo dono, Dani Alves, tem três Champions pelo FC Barcelona, quatro finais disputadas e uma assistência na de 2015 — metade dos títulos, e um degrau abaixo no que decide esta prova, o acto dentro do mata-mata. A carta é da época de 2023-24, a da sexta conquista e do golo que a marcou.
CB
Paolo Maldini — 2006-07
Paolo Maldini ganhou cinco títulos europeus e disputou oito finais pelo AC Milan — nenhum defesa da história da prova fez mais. Duas dessas conquistas (1988-89 e 1989-90) são ainda da Taça dos Campeões Europeus, o nome da prova antes de 1992-93. É o primeiro dos dois centrais do onze de ícones da Champions: o jogo dá dois lugares a essa posição porque todas as formações pedem, no mínimo, dois centrais, e um onze inteiramente azul seria impossível com um só. A carta é da edição de 2006-07, uma das cinco.
CB
Sergio Ramos — 2013-14
Sergio Ramos jogou quatro finais de Champions e ganhou as quatro, com dois golos marcados em finais: o cabeceamento aos 90+3 da Décima, em 2014, e outro em 2016, onde foi eleito homem do jogo. A carta é da própria edição da Décima, 2013-14 — a mesma da carta de 100.
LB
Roberto Carlos — 2001-02
Roberto Carlos ganhou três Champions com o Real Madrid — 1998, 2000 e 2002 — e é a assistência do golo mais icónico de uma final da prova: a volta de Zidane, em 2002. A carta é dessa edição.
CDM
Sergio Busquets — 2010-11
Sergio Busquets foi o pivô do FC Barcelona que ganhou três Champions — 2009, 2011 e 2015 — a peça que definiu a posição nesta prova. A carta é de 2010-11.
CM
Luka Modrić — 2017-18
Luka Modrić ganhou seis Champions com o Real Madrid — mais do que qualquer outro médio na história da prova. A carta é da edição de 2017-18.
CAM
Clarence Seedorf — 2006-07
Clarence Seedorf é o único jogador, entre os 1474 desta prova, que a ganhou por TRÊS clubes diferentes: o Ajax em 1994-95, o Real Madrid em 1997-98, e o AC Milan em 2002-03 e 2006-07 — quatro títulos ao todo, com doze anos entre o primeiro e o último. Nos plantéis que este jogo guarda, de 1955-56 até hoje, mais ninguém tem esse feito. A carta é da última dessas quatro conquistas, 2006-07, a que fecha o intervalo de doze anos. Nesta prova, um título quer dizer ter estado no plantel campeão — 11 a 16 jogadores —, não ter sido titular na final: os jogos e as presenças por época não existem em ficheiro nenhum, e é bom dizê-lo em vez de deixar a frase parecer mais precisa do que é.
Esta carta pertenceu a Zinedine Zidane, que marcou o golo que decidiu a final de 2002 — a volta de Glasgow, com assistência de Roberto Carlos — mas ganhou esta competição uma só vez, contra as quatro do Seedorf. A troca não veio da nota: o 96 do Zidane não é sequer o topo isolado do lugar — está empatado com o Ronaldinho, seguem-se Kaká e Platini com 95 e De Bruyne com 94, e todos eles, tal como o Zidane, têm um único título cada. As notas desta prova nunca passaram pela ferramenta de recalibração que as outras competições do jogo já usam, e por isso não podiam decidir esta escolha. Isco e Héctor Rial também têm quatro títulos cada, mas os quatro de cada um foram dentro do mesmo Real Madrid; os do Seedorf vêm de três clubes e de duas eras da prova — um recorde da própria competição, e não uma questão de quem era mais protagonista.
RW
Lionel Messi — 2010-11
Lionel Messi ganhou quatro Champions pelo FC Barcelona e marcou 129 golos na competição. A carta escolhida, 2010-11, é a que a curadoria desta prova aponta como a melhor campanha individual dele ao serviço do Barça.
LW
Cristiano Ronaldo — 2012-13
Cristiano Ronaldo ganhou cinco Champions e é o recordista de golos da história da competição, com mais de 140. A carta desta posição é da edição de 2012-13 — a temporada seguinte, 2013-14, é a que lhe dá o 100 desta prova, e não esta.
ST
Alfredo Di Stéfano — 1959-60
Alfredo Di Stéfano ganhou as cinco primeiras edições da Taça dos Campeões Europeus, entre 1956 e 1960, e marcou em todas as cinco finais. A carta é da última dessas cinco, 1959-60.