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Copa América — todas as edições

Copa América no Legends XI: 48 edições, com o campeão e o finalista de cada uma.

Época Campeão Finalista
2024 Argentina Colômbia
2021 Argentina Brasil
2019 Brasil Peru
2016 Chile Argentina
2015 Chile Argentina
2011 Uruguai Paraguai
2007 Brasil Argentina
2004 Brasil Argentina
2001 Colômbia México
1999 Brasil Uruguai
1997 Brasil Bolívia
1995 Uruguai Brasil
1993 Argentina México
1991 Argentina Brasil
1989 Brasil Uruguai
1987 Uruguai Chile
1983 Uruguai Brasil
1979 Paraguai Chile
1975 Peru Colômbia
1967 Uruguai Argentina
1963 Bolívia Paraguai
1959-EQU Uruguai Argentina
1959-ARG Argentina Brasil
1957 Argentina Brasil
1956 Uruguai Chile
1955 Argentina Chile
1953 Paraguai Brasil
1949 Brasil Paraguai
1947 Argentina Paraguai
1946 Argentina Brasil
1945 Argentina Brasil
1942 Uruguai Argentina
1941 Argentina Uruguai
1939 Peru Uruguai
1937 Argentina Brasil
1935 Uruguai Argentina
1929 Argentina Paraguai
1927 Argentina Uruguai
1926 Uruguai Argentina
1925 Argentina Brasil
1924 Uruguai Argentina
1923 Uruguai Argentina
1922 Brasil Paraguai
1921 Argentina Brasil
1920 Uruguai Argentina
1919 Brasil Uruguai
1917 Uruguai Argentina
1916 Uruguai Argentina

O onze de ícones

A Copa América é a competição de seleções mais antiga do mundo: 48 edições entre 1916 e 2024, mais velha do que o Mundial (1930) e do que o Euro (1960), e com mais edições do que os dois juntos. No jogo segue o desenho mais recente da prova, o de 2016 e 2024: 16 seleções, divididas em quatro grupos de quatro, numa só volta — três jogos, tudo no país anfitrião. Passam os dois primeiros de cada grupo, oito apuradas ao todo, sem repescagem nenhuma de terceiros — os terceiros vão todos para casa. Dali em diante é tudo eliminatório e a jogo único, sempre em campo neutro: quartos-de-final, meias-finais e final. A campanha perfeita desta prova é por isso um 6-0.

Como em todas as provas do jogo, o 100 não é de quem fez a melhor campanha isolada — é de quem domina a HISTÓRIA da prova. Aqui a régua é mais apertada do que nas outras: só duas medidas existem da mesma maneira em 1917 e em 2024, golos e títulos — as assistências não se registavam antes da era moderna, e o prémio de melhor jogador do torneio só é oficial desde 1987 — antes disso, é o nome que a RSSSF atribui retroativamente a cada edição, desde 1916. A época da carta é só a que melhor mostra o jogador, não o critério em si. Na Copa América, esse jogador é o Norberto Méndez.

O melhor de sempre da prova

Norberto Méndez — Argentina 1947

Divide o recorde de golos da prova — 17, com o Zizinho — mas fê-los em apenas três edições e ganhou as três: 6 golos em 1945, 5 em 1946 e 6 em 1947. É um ritmo de 5,7 golos por torneio, contra os 2,8 do Zizinho, os 2,0 do Messi e os 1,3 do Romano — o mais alto do topo da prova, por larga margem. A época é a de 1947, que fecha o tricampeonato e o consagra recordista absoluto de golos da competição, superando os 15 que eram até então o máximo, do Severino Varela e do Teodoro Fernández.

GK

Américo Tesoriere — Argentina 1921

Guarda-redes da Argentina campeã em 1921 e outra vez em 1925, e o homem que mais vezes chegou ao jogo que decidiu uma edição da prova: cinco, entre 1920 e 1925. Dois títulos é o máximo que um guarda-redes alcançou nesta competição, e são oito a dividi-lo — as cinco presenças são só dele, contra as quatro do Taffarel e as duas do Goycochea, do Emiliano Martínez e do Claudio Bravo. A época é a de 1921, o primeiro título argentino, ganho em casa sem sofrer um golo.

RB

José Nasazzi — Uruguai 1923

Campeão em quatro edições — 1923, 1924, 1926 e 1935 —, o palmarés mais alto de qualquer defesa da história da prova: nenhum outro zagueiro chega aos três títulos. A RSSSF credita-o ainda como melhor jogador do torneio em 1923 e em 1935, doze anos de intervalo — uma designação retroativa, e o prémio só é oficial desde 1987.

CB

Domingos da Guía — Brasil 1945

A carta de central mais alta da competição — 92, em 1945, quatro pontos acima da que vem a seguir. É o único argumento medido que esta carta tem, e não chega para decidir: o Domingos da Guía nunca ganhou a prova, foi vice-campeão em 1945 e outra vez em 1946, e treze centrais da competição ganharam-na duas vezes cada um — entre eles o Otamendi, o Lorenzo Fernández, o Aldair, o Gary Medel e o Oscar Ruggeri. É, por isso, a carta mais discutível deste onze, e fica dito.

CB

Heriberto Herrera — Paraguai 1953

Campeão em 1953, a única Copa América que o Paraguai venceu fora de casa, e apontado pela RSSSF como melhor jogador dessa edição — uma designação retroativa, e o prémio só é oficial desde 1987.

LB

Alcides Silveira — Uruguai 1959 (Equador)

Campeão na edição do Equador, autor de dois penáltis no 5-0 à Argentina que decidiu o título, e com a carta de lateral-esquerdo mais alta da competição — 88, um valor que divide com o Roberto Carlos. É o único eixo em que lidera, e está empatado: em títulos tem um, exactamente como o Nilton Santos, e fica atrás do Alfredo Foglino, lateral do Uruguai campeão em 1916, 1917 e 1920. Nenhuma medida deste jogo separa os candidatos a este lugar.

CDM

Obdulio Varela — Uruguai 1942

Nota mais alta entre os médios-defensivos da prova — 92, em 1942 —, campeão invicto nessa edição, oito anos antes de ser o capitão do Maracanaço. A RSSSF credita-o ainda como melhor jogador do torneio de 1942, uma designação retroativa: o prémio só é oficial desde 1987.

CM

José Leandro Andrade — Uruguai 1926

Conhecido como "A Maravilha Negra", é tricampeão da prova — 1923, 1924 e 1926 —, o palmarés mais alto da posição. A RSSSF credita-o ainda como melhor jogador do torneio em 1926, uma designação retroativa: o prémio só é oficial desde 1987.

CAM

Enzo Francéscoli — Uruguai 1995

Três vezes campeão — 1983, 1987 e 1995 —, e eleito o melhor jogador do torneio em 1995, já com o prémio oficial. A RSSSF credita-o ainda como melhor jogador de 1983, mas essa é uma designação retroativa, quatro anos antes de o prémio existir.

RW

Lionel Messi — Argentina 2021

Duas vezes eleito o melhor jogador do torneio — em 2015 e em 2021, esta última partilhada com o Neymar —, bicampeão em 2021 e 2024, e com 14 golos na prova — a Bota de Ouro de 2021 incluída. Fica com o 99 azul e não com o 100 vermelho: tirando as métricas que só a era dele tem, ficam os 14 golos e os dois títulos, contra os 17 golos e os três títulos do Méndez.

LW

Ángel Romano — Uruguai 1924

Recordista absoluto de títulos da prova, com seis — um número que a era moderna já não pode alcançar, porque entre 1916 e 1926 se jogaram dez edições em onze anos, e hoje a Copa América é de quatro em quatro anos. Foram mais 12 golos e duas vezes melhor marcador da prova, em 1917 e em 1920.

ST

Gabriel Batistuta — Argentina 1993

Bicampeão em 1991 e em 1993, melhor marcador da edição de 1991 e autor dos dois golos do jogo que decidiu a de 1993 — a carta de avançado mais alta da competição, 95, empatada com a do Méndez de 1947 no topo de todo o censo da prova. Foi a decisão mais disputada deste onze, e continua a sê-lo: o Teodoro Fernández, campeão em 1939, tem 15 golos na prova contra os 13 dele, e o José Piendibene, do Uruguai dos primeiros anos, tem três títulos contra dois — e os únicos avançados da prova com tantos ou mais já estão neste onze, o Romano com seis e o Méndez com três. A favor do Batistuta ficam os títulos contra o Fernández e a escala das notas contra o Piendibene; nenhum dos dois eixos o separa por muito.

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